Sexta-feira, Março 13, 2009 :::
American Bar
"Drink" é bebida em inglês. "Drinks", portanto, seria seu plural, significando bebidas. Ou pode até ser a conjugação do verbo "to drink" na terceira pessoa do singular: "he/she/it drinks", ele/ela/isso bebe.
Mas uma andada por qualquer centro urbano brasileiro faz com que se detecte, facilmente, que a palavra "drinks" ganhou aqui outra conotação.
Vocês sabem do que estou falando, pessoas adultas e vividas que são. É interessante atentar para esse fato. As fachadas dos estabelecimentos em questão não precisam de muito esforço para dizerem a que se prestam: basta estampar o nome do recinto e incluir um "drinks" ao seu lado. Pronto, tá feito o serviço. Já se sabe do que se trata.
Penso nas interpretações erradas que tal situação pode causar. Por exemplo, com uma pessoa de menos idade, que está aprendendo o inglês, e sente um surto de sede. Ela passa na frente de um desses locais e vê ali escrito, em letras garrafais, o "drinks". Não tem dúvidas: pensa em parar ali para tomar um refrigerante, um suco, um isotônico até. Caso consiga entrar, terá sérios problemas.
Gostaria de entender qual foi o mecanismo que levou a palavra "drinks" a ter essa conotação aqui no Brasil. E pergunto aos amigos mais viajados se tal apropriação também se repete em outras nações. Será que, sei lá, na Argentina, na Ucrânia, na Finlândia, na Nigéria o "drinks" também tem essa finalidade ou é algo que podemos estufar o peito e dizer "só acontece no Brasil"?
::: posted by Olavo Soares at 11:39
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Quinta-feira, Março 12, 2009 :::
Colando grau
Deu no Yahoo Notícias: CCJ do Senado aprova fim de cela especial para bacharel
Deixo que blogs que falam sério, como esse, façam a avaliação real do caso. Gostaria de atentar para outro aspecto.
O fim da cadeia especial para quem se formou na faculdade acabará com uma das piadas de tiozão mais célebres do nosso Brasil. Bastava alguém concluir o curso para ouvir chistes engraçadíssimos como "aí, garoto! Agora pode ser preso, hein?", seguido de cotoveladinhas das mais marotas.
É um duro golpe no humor de baixa qualidade nacional. Só falta agora mudarem o nome do pavê.
::: posted by Olavo Soares at 12:44
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Segunda-feira, Março 02, 2009 :::
Free tour
Agora pouco, ao acessar meu Hotmail, lembrei de uma conversa que tive quando comecei a usar a internet, lá pelos 1997, 1998 da vida.
Não tinha internet em casa, como 98% da população brasileira de então. Somente acessava a rede mundial de computadores (argh) na faculdade e/ou na casa de amigos que dispunham do recurso. Me divertia com o negócio, brincava nos chats, entrava em sites de times estrangeiros, essa coisa toda. E também gostava da idéia, digo, ideia, da correspondência eletrônica, o tal do email.
Obviamente que eu não tinha um email. Quando, eventualmente, precisava de um para alguma coisa, usava o do amigo que me cedia o micro naquele momento.
Até que um dia um desses amigos me deu uma sugestão: "cara, por que você não cria um Hotmail pra você?".
Ouvi a sugestão, mas neguei, e enfaticamente. Como assim, "hotmail"? Que negócio é esse? Você acha que sou viciado em pornografia, paquera, essas coisas? Sou um rapaz sério! Não vou ficar associando meu nome a essas coisas de "hot" não!
Definitivamente, eu não queria que a minha entrada no mundo da internet fosse dessa maneira suja.
Só teria meu email pouco depois, com o advento do Zipmail. Aí sim: remeter ao simpático WinZip ou mesmo aos tupper ware era uma associação mais adequada.
::: posted by Olavo Soares at 13:00
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